Publicado por: celularobsonecamila1728 | Outubro 1, 2008

A ALEGRIA DE DISCIPULAR

  1. INTRODUÇÃO

Neste processo precioso de frutificação para o Senhor, precisamos considerar quatro fases:

GANHAR – CONSOLIDAR – DISCIPULAR – ENVIAR.

GANHAR

“O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.” (Provérbios 11.30)

“Os que forem sábios, pois, resplandecerão, como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas sempre e eternamente.” (Daniel 12.3)

CONSOLIDAR

“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. … Então os que lhe aceitaram a palavra foram batizados” (Atos 2.38,41)

“de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.” (Efésios 4.16)

DISCIPULAR

“fazei discípulos… ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.” (Mateus 28.19,20)

“E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade, e feito muitos discípulos, voltaram…” (Atos 14.21)

ENVIAR

“Então designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar…” (Marcos 3.14)

“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16.15)

Precisamos levar, pelo Espírito Santo, cada novo contato através da porta do reino e de uma experiência sobrenatural de BEM NASCIDOS, consolidando-os no corpo de Cristo com juntas de relacionamentos fortes e em um discipulado vigoroso; levando-os, por sua vez, a também se tornarem frutíferos.

NÃO BASTA SERMOS DISCÍPULOS, TEMOS QUE SER DISCÍPULOS QUE FAZEM DISCÍPULOS!

CONTATOS

DISCÍPULOS DISCÍPULOS

FRUTÍFEROS

2. DISCIPULADO

DEFINIÇÃO

O discipulado cristão é um relacionamento de mestre e aprendiz, baseado no modelo de Jesus e seus discípulos, no qual o mestre reproduz tão bem no aprendiz a plenitude da vida que tem em Cristo, que o discípulo é capaz de treinar outros para ensinar e formar outros.

JESUS É O MESTRE FAZEDOR DE DISCÍPULOS. Como todo cristão leva o nome de Jesus, não existe lugar para a mediocridade no discipulado.

“A ordem de Jesus que transforma a vida - “Segue-me” – engloba tudo hoje assim como englobava tudo naquele tempo. NÃO PODE SER TRATADO COM LEVIANDADE. O destino eterno das pessoas depende da sua resposta ao chamado de Cristo que ainda ecoa pelos séculos: Segue-me.”

(Keith Philips)

O discipulado é o processo de formar vidas, ensinando-lhes um novo estilo de vida com base no evangelho do reino. Portanto, um discípulo é alguém totalmente comprometido com o Senhor Jesus e com seus irmãos.

É ALGUÉM QUE CRÊ EM TUDO O QUE CRISTO DISSE E FAZ TUDO O QUE ELE MANDA.

O termo discípulo aparece no Novo Testamento mais de 250 vezes. Hoje em dia usamos termos como:

· Convertido: alguém que mudou de direção, houve transformação;

· Salvo: o que foi liberto da culpa e condenação do pecado;

· Crente: aquele que crê (Atos 16.1; 5.14);

· Cristão: seguidor de Cristo, igual a Cristo (Atos 11.26; 26.28; 1 Pedro 4.16);

· Evangélico: não aparece na Bíblia (em Filipenses 1.27 lemos “fé do evangelho”)

Todos os termos se referem à mesma pessoa, porém eram praticamente ignorados no Novo Testamento. Os seguidores de Jesus eram conhecidos como discípulos; não somente os doze (Lucas 6.13), ou os setenta (Lucas 10.1-23), mas todos aqueles que reconheceram a Jesus como Senhor (Mateus 27.57; João 9.27,28; Atos 6.1 e 2).

OBS.: Até os anjos usaram esta linguagem em Marcos 16.7.

O discipulado surge do vínculo natural em nossa tarefa de fazer discípulos. Deus quer que sejamos mais do que testemunhas e proclamadores. Ele nos deu a tarefa de ensinar e formar a vida da pessoa que se converte. Temos que entender, então, que o ministério de fazer discípulos não vai somente até o batismo, mas continua com a edificação do novo que se converteu.

É uma relação de compromisso para edificação e frutificação. É alguém mais maduro que está ajudando o outro, que é mais novo na fé. Isto não é mais um método; é a prática de Jesus; é o que sustenta, edifica e ajusta ao corpo alguém que se converte.

É um vínculo que surge naturalmente quando alguém ganha o outro e se sente responsável por ele; CUIDA, VELA, ENSINA, AMPARA, SOFRE E LEVA A CARGA.

Assim, ninguém fica só. Todo “recém-nascido” fica com um “pai” ou uma “mãe” espiritual, que vai cuidar dele e alimentá-lo.

“…filhos meus amados. Porque ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais…” (1 Coríntios 4.14-17)

“…como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória.” (1 Tessalonicenses 2.11,12)

“Admoesto-vos, portanto, que sejais meus imitadores” (1 Coríntios 4.16)

(sigam os meus passos, como a um pai – Efésios 5.1, trad. Philips)

Imitadores em quê?

Na paternidade espiritual – não em sermos somente “pedagogos espirituais”, porém pais, dando nossas próprias vidas ao Senhor e aos filhos espirituais.

Exemplos de relacionamentos discipulador – discípulo / pai espiritual – filho espiritual:

Paulo com Timóteo: 1 Coríntios 4.17

Filipenses 2.19-22

1 Timóteo 1.2,18

2 Timóteo 1.2; 2.2

Paulo com Tito: Tito 1.4

Pedro com João Marcos: 1 Pedro 5.13

João: 1 João 2.1,12,14,18; 3.7,18; 4.4

3 João 4 (expressão “Filhinhos”)

CONSIDERAÇÕES

Ø Somos todos discípulos de Jesus Cristo (cabeça do corpo), porém também há um vínculo, relacionamento definido e específico com Cristo Jesus (membro do corpo de Cristo).

Ø É uma paternidade consciente! Quem é meu pai/mãe espiritual? Não é a reunião, nem todo mundo, nem só o pastor, porém alguém específico que Deus põe para cuidar de mim.

Ø Responsabilidade – não é um vínculo nominal, formal ou só por “status”, para entrar num esquema. NÃO!! É um compromisso de vida para edificação, cuidado, amparo, zelo, ensino, obra…

Ø Tem como base o amor; não é um vínculo apenas para passar um estudo ou informação; é algo muito maior – uma amizade (Efésios 1.4; 3.17; 4.2,15; 5.2; Colossenses 2.2; 3.14).

Ø O discípulo e o discipulador devem gostar desta relação pela alegria de estarem juntos, de fazerem as coisas juntos pelo propósito de Deus. Não pode ser algo constrangido ou por obrigação.

OBS.: CUIDADO: Quando o vínculo não surge naturalmente, porém é direcionado, deve-se dar tempo e flexibilidade ao relacionamento.

OBJETIVO – “CRISTO FORMADO EM VÓS”

Ø O discipulado não é um fim em si mesmo; é o meio para que o propósito eterno de Deus se cumpra. Cristo Jesus, ele é o alvo (Romanos 8.29; Efésios 4.13; Colossenses 1.28; 1 João 2.6).

Ø Ao discipularmos, estaremos cooperando com Deus no seu propósito eterno de ter uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus para a glória de Deus Pai (1 Coríntios 9.23).

Ø O ordenamento dos santos em vínculo não é o fim – é apenas o começo para o desempenho do serviço dos santos e conseqüentemente da edificação (Efésios 4.12-16).

Ø Estamos dando continuidade à obra que Jesus começou discipulando seus 12 discípulos. Ele começou; nós devemos continuar (João 20.21). Devemos, portanto, fazer a obra da forma como ele mesmo fazia; precisamos aprender como Jesus agia, tê-lo como exemplo para o nosso ministério.

O QUE DEUS QUER:

1) Que todo homem seja um discípulo de Jesus.

2) Que todo discípulo seja formado à imagem de Jesus (caráter/vida + carisma/manifestação do Espírito Santo).

3) Que todo discípulo esteja bem comprometido no corpo de Cristo (serviço e obras).

4) Que cada discípulo faça discípulos (frutificação e formação de vida).

ESTÁGIOS NO DISCIPULADO

Deus quer conduzir cada discípulo a passar pelos estágios de 1 João 2.12-14 e Hebreus 5.12-14:

1.º) FILHINHOS (perdão e paternidade) – crianças na fé; recém nascidos, carnais em Cristo, necessitam de leite espiritual.

2.º) JOVENS (força e vitória) – com a palavra de Deus permanecendo neles, aprendem a vencer o maligno com suas acusações e mentiras.

3.º) PAIS (intimidade e autoridade) – adultos, maduros, espirituais, mestres; alimentam-se de alimento sólido; conhecem de coração aquele que existe desde o princípio.

Sendo pai/mãe, o objetivo não é criar uma dependência dos discipuladores, porém é levar discípulo a uma dependência cada vez maior de Cristo Jesus, nosso amado mestre, através da intimidade com o Espírito Santo:

1.º) Uma dependência grande. Precisamos tomar iniciativa e buscar o discípulo quase sempre. Dar orientações e “ordens” claras.

2.º) Uma adolescência espiritual. Autoridade delegada de perto, com muita supervisão, estímulo e correção.

3.º) Maturidade e companheirismo: um discípulo companheiro, com o qual se reparte a carga e o coração.

AS RESPONSABILIDADES DE CADA UM NA EQUIPE DE DEUS

O propósito de Deus é que cada filho seja formado à imagem de Cristo, que cresça até alcançar a estatura de seu Filho, que seja edificado até ser um homem perfeito, maduro, completo. Esta qualidade de vida e estatura espiritual deve manifestar-se e desenvolver-se em todas as áreas de sua vida; em todas as suas responsabilidades, funções e relações; sobretudo em seu caráter e em suas atitudes diante de Deus e seus semelhantes.

As áreas mais importantes em que se devem observar estas coisas são: na família, no trabalho, no tratamento com seu próximo, na área sexual, na administração do dinheiro, na moral e ética, na sua relação com Deus e nas provações.

O obreiro do Senhor deve ser humilde, manso, paciente, com domínio próprio, amável, cheio de amor, misericordioso, bom, generoso, serviçal, compassivo, hospedeiro, respeitoso, diligente, trabalhador, responsável, crente fiel, estável, corajoso, fervoroso, prudente, equilibrado, decoroso, ordeiro, digno, etc.

a) A transformação de vidas compete a Deus

Transformar os pecadores filhos de Adão em homens santos não é tarefa que nos compete, e sim a Deus. Só ele pode mudar (transformação) o homem orgulhoso, rebelde e egoísta em um novo homem, manso e humilde.

Não só o novo nascimento é obra do Espírito Santo, como também o crescimento e a transformação de vidas à imagem de Jesus, é pelo Espírito do Senhor (2 Coríntios 3.18). De modo que nem o que planta, nem o que rega, mas Deus é que dá o crescimento.

Por isso é fundamental que cada discípulo tenha uma forte comunicação com Deus, recebendo em sua vida, pela fé, a ação transformadora do Espírito Santo, pois se sua relação for unicamente com seus discípulos, de nada servirá (2 Coríntios 3.7).

b) A responsabilidade do discipulador

Paulo declara que “nós somos colaboradores de Deus” (2 Coríntios 3.8). Se é certo que nem o que planta nem o que rega é alguma coisa, devemos plantar e regar. Somos cooperadores de Deus. Deus opera e faz sua parte; nós também devemos operar e fazer a nossa parte. Nossa ação nunca pode substituir a ação de Deus; tampouco a ação de Deus nos exime de nossa responsabilidade. Especificamente, qual é a nossa responsabilidade na formação dos discípulos?

§ Estar com eles (Marcos 3.14)

§ Ser exemplo (1 Coríntios 11.1; 1 Timóteo 4.12)

§ Amá-los (João 13.34)

§ Conhecê-los (João 10.14)

§ Ensinar-lhes todo o conselho de Deus (2 Timóteo 1.13)

§ Instruí-los (2 Timóteo 2.2)

§ Animá-los (2 Timóteo 1.3-7)

§ Corrigi-los (Tito 2.15)

§ Adverti-los, repreendê-los (1 Timóteo 5.20; 2 Timóteo 4.2)

§ Discipliná-los (Hebreus 12.7-11)

§ Orar por eles (2 Timóteo 1.3)

§ Honrá-los (João 12.26)

§ Ser amigos (João 15.15)

§ Dar a vida por eles (João 10.11)

Devemos atuar com os irmãos que estão sob nosso cuidado com toda diligência, responsabilidade, amor e autoridade. Que possamos ter o mesmo zelo que Paulo, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo.

c) A responsabilidade do discípulo

Para completar o quadro, devemos acrescentar que é responsabilidade do discípulo estar sujeito, ser transparente, fiel, sincero, respeitador, serviçal e esforçado em tudo que lhe é pedido.

  1. CONCLUSÃO

“Pois, quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em sua vinda? Não sois vós? Sim, vós sois realmente a nossa glória e a nossa alegria!” (1 Tessalonicenses 2.19,20)

“Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade.” (3 João 4)

A melhor forma de investimento de nossa vida terrena (70 ou 80 anos – Salmo 90.10) é vivermos o propósito eterno de Deus, sendo seus cooperadores, investindo, buscando e pensando nas coisas de cima (Mateus 6.19,20; Colossenses 3.1-3).

Nada dá mais alegria do que ver o reino de Deus se manifestando dia a dia em um discípulo que cresce à imagem de Jesus. Que tremendo privilégio fazermos parte desta obra maravilhosa! Como DEUS É BOM!

Não há alegria e realização maior nesta vida do que aquela em que temos certeza de estarmos edificando vidas para toda a eternidade; homens e mulheres, jovens, adolescentes, velhos e crianças, enfim, uma família gloriosa “com cara de Jesus” para a glória de Deus Pai!

“Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol das vossas almas.” (2 Coríntios 12.15)


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